quinta-feira, março 10

Visitando a Gruta do Lago Azul, em Bonito

Visitando a Gruta do Lago Azul, em Bonito


A Gruta do Lago Azul, em Bonito, no Mato Grosso do Sul, foi descoberta em 1924 por um índio Terena. Suas águas de um azul inacreditável a tornaram o ponto turístico mais visitado da cidade. Em 1978, ocorre o tombamento da gruta como monumento natural pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e desde então,  todos que visitam Bonito, colocam a gruta no seu roteiro. 

Mesmo a gruta sendo ponto de parada obrigatório de turistas, não há qualquer tipo de descuido com o cartão postal maior da região. Muito pelo contrário. O que mais nos impressionou durante nossa visita à Bonito, além da sua beleza natural, é o cuidado dispensado aos atrativos naturais. Tudo é planejado de forma a haver o menor impacto possível sobre a natureza, garantindo às gerações futuras o direito de usufruir de tudo o que a cidade oferece.

Lembrando que em Bonito não é possível comprar seu passeio diretamente no local visitado, é necessário reservar seus passeios em alguma agência local. Nós fizemos todos os nossos com a H2O Ecoturismo. a quem recomendamos. Outra coisa bacana da cidade é que os preços dos passeios são tabelados, ou seja, são os mesmos em qualquer agência.

Principalmente na alta temporada, onde a procura pelos passeios é maior, o ideal é reservar os seus com bastante antecedência, já que os mesmos tem vagas limitadas.

Com seu voucher em mãos (a H2O entrega os vouchers no seu hotel), siga para a gruta, que fica a mais ou menos 20 km do Centro de Bonito. A estrada é de barro, mas nada que um carro 1.0 não possa vencer. Se não quiser dirigir, a H2O também oferece o transporte. Consultar  valores com a agência.

Os pontos turísticos de Bonito são bem sinalizados, e você não terá absolutamente nenhuma dificuldade em chegar até eles.

Dica: é obrigatório  o uso de tênis para entrar nas grutas, por uma questão de segurança, claro! Outra dica importante: leve sua máquina fotográfica pendurada no pescoço, pois ficar com as mãos livres é de suma importância para sua segurança na descida e subida da gruta.

Já reservou hotel para a próxima viagem? Veja opções no Booking.com - o maior site de reservas do mundo. 

*Crianças menores de cinco anos não podem realizar esse passeio.

Chegando na gruta, entregue seu voucher e espere ser chamado. O  guia responsável pelo seu grupo os chamará, explicando todos os procedimentos de segurança. Em seguida vão ser convidados a colocar o capacete para seguir pela trilha.


Sala onde o guia reúne o grupo e dá as explicações de segurança para a descida na caverna. No receptivo da gruta, ainda encontramos uma lanchonete, banheiros e uma loja de lembranças.


A trilha não passa de 10 minutos de caminha bem leve, quando então, nos deparamos com a entrada da gruta.


Nenhuma foto que você tenha visto antes o preparará para tamanha beleza. Não se espante se suas fotos não traduzirem a grandiosidade do lugar. A gruta é escura, e só um equipamento profissional e um bom fotógrafo vão chegar perto de mostrar o que é a beleza cênica da Gruta do Lago Azul.


Nós demos o azar de ver nosso equipamento fotográfico dar pau no primeiro dia de viagem. Foi uma frustração enorme fazer a viagem inteira tirando fotos com um iphone e uma máquina cujo forte é tirar fotos dentro da água. No final, depois de testar várias configurações, chegamos a conclusão que a máquina deu o seu máximo, e as fotos dos outros passeios não ficaram assim tão ruins quanto esperávamos.

Dica: prepare sua máquina para modo noturno, sem flash, com tripé. Os celulares devem ser usados também sem flash.

Da boca da gruta até a base, são trezentos degraus, onde várias paradas são feitas pelo guia, que vai dando explicações detalhadas sobre a formação geológica, a flora e fauna da caverna. As paradas também são estratégicas: servem para esperarmos o grupo que está dentro da gruta subir, para não haver muita gente dentro dela.

Já na descida, pasmem com as estalactites e estalagmites que ricamente decoram as paredes e o chão da caverna. No final da descida, deslumbrem-se com a cereja do bolo: um lago de uma azul difícil de definir, com mais de  90 metros de profundidade. A cor azulada deve-se a quantidade de calcário presente nas suas águas. Felizmente, não é possível tomar banho no lago, para não haver degradação do ambiente.  



Depois de mil fotos do grupo, as quais o guia dá uma boa ajuda, começa a subida. Você olha para trás e tem certeza que visitou um lugar realmente especial.
  
   
   

Patricia Tayão.
Fotos: Patricia Tayão e guia da Gruta do Lago Azul.

*Agradecemos a H2O Ecoturismo e a Gruta do Lago Azul a cortesia dos ingressos.

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